quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Fascismo - História do Fascismo

O fascismo é um regime autoritário de extrema-direita desenvolvida por Benedito Mussolini, a partir de 1919 na Itália. O termo fascismo deriva de fascio, nome do grupo político que surgiu na Itália no fim do século XIX e começo do século XX.
Em 23 de março de 1919, foi fundado o movimento fascista pelo Mussolini, na cidade de Milão. Entre os membros fundadores estavam os líderes revolucionários sindicalistas Agostino Lanzillo e Michele Bianchini. Os fascistas, em 1922, organizaram uma marcha sobre Roma, pois pretendiam tomar o poder militarmente e ocupar prédios públicos e estações ferroviárias, exigindo a formação de um novo gabinete. Os fascistas, em 1923, passaram a desenvolver um programa de separação da igreja do estado, um exército nacional, um imposto progressivo, desenvolvimento de cooperativas e principalmente a república italiana.
O fascismo na Itália foi estabelecido uma década antes da chegada de Hitler (nazismo) ao poder, tendo em vista o contexto da Itália na Primeira Guerra e devido a um medo de que os esquerdistas tomassem o poder, Mussolini conseguiu chegar ao poder na Itália, como primeiro ministro italiano.
O fascismo de certa forma era resultado de um sentimento geral de medo e ansiedade dentro da classe média do pós-guerra, devido convergências de pressões inter-relacionadas de ordem econômica, política e cultural.
As principais características do fascismo foram:
- nacionalismo: exaltação do país italiano que coloca como país supremo em termos de desenvolvimento; - cerceamento da liberdade civil: pois trata-se de um regime autoritário; - Unipartidarismo: o único partido permitido pelo governo era o próprio partido fascista; - Derrota dos movimentos de esquerda; - limitação ao direito dos empresários de administrar sua força de trabalho.
Mesmo com a exaltação da nação e muitas vezes da raça acima do indivíduo, o fascismo não chegou a ser semelhante igual ao nazismo que utilizava violência e práticas modernas de propaganda e censura para suprimir pela força a oposição política e econômica severa e sustentar o nacionalismo utilizando práticas de xenofobias. O modelo econômico adotado pelo fascismo foi eficiente na modernização da economia industrial e na diminuição do emprego.

O Franquismo

Na Espanha em 1939 e 1975, foi aplicado um regime político baseado no fascismo, durante a ditadura de Francisco Franco.
Quando terminou a Guerra Civil Espanhola, e com a vitória dos auto-denominados nacionalistas, então, Franco passou a ser chefe de Estado.
Nos primeiros anos o regime franquista levou a cabo uma repressão brutal contra os adversários, deu apoio a Hitler e a Mussolini e praticou uma política econômica, onde parou como o desenvolvimento do pais.
Com o passar do tempo,o regime entrou em contato com os EUA e deste então, mudou a política econômica, durante os anos de 1960, produziu-se um aumento notável do nível de vida da população em geral.
A Guerra Civil Espanhola só se concluiu em 1939, com a derrota da Frente Popular e a vitória do General Franco. Assumindo o poder, o governo espanhol adquiriu contornos autoritários, revelando semelhanças ao fascismo.
Em 1937, foi criado o Partido Único, a Falange, que reunia forças que haviam apoiado o golpe militar e atuação de Franco durante a guerra. As idéias corporativistas do regime foram fixadas pelo Fuero del Trabajo, em que se enaltecia a família, o sindicato, o município. O franquismo contou, também, com o apoio da Igreja.

Franquismo

O franquismo foi um regime de ditadores fascistas que surgiu na Espanha depois do término da guerra civil. O franquismo foi comandado pelo general Francisco Franco que teve seu nome associado ao período. O franquismo atravessou décadas. Nos primeiros anos, esse regime findou a repressão brutal contra adversários e praticou uma política econômica que tinha poder sobre si mesmo, e isso fez com que o desenvolvimento do país parasse. As bases do franquismo foram definidas pelo catolicismo e pelo anticomunismo. Eram impostos à sociedade por meios bastante violentos que erradicava a tradição e a cultura dos liberais. Era apoiado pela Igreja Católica e pelo Exército e exercia os poderes Executivo, Legislativo e controlava o Judiciário.


Para alguns o franquismo é considerado como democracia, mas comparado à democracias parlamentaristas pode ser definido somente como um período de ditadura. Após a morte de Francisco Franco, o rei Juan Carlos I assumiu o trono da Espanha e redemocratizou o país findando assim o período franquista. Ainda hoje há pessoas que lutam pelo franquismo na Espanha.

Segunda Guerra Mundial - História da Segunda Guerra Mundial

Introdução

Conflito mundial que começou em 1939 como um confronto militar europeu entre a Alemanha e a coalizão franco-britânica, mas que se estendeu até afetar a maioria das nações. Após sua conclusão em 1945, emergiu uma nova ordem mundial dominada pelos Estados Unidos e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
O líder militar alemão Erwin Rommel foi promovido a marechal-de-campo depois de revelar seu talento militar nas batalhas travadas no deserto do norte da África, durante a II Guerra Mundial. Depois que Rommel foi derrotado pelo tenente-general britânico Bernard Montgomery, em 1942, Hitler delegou a ele a defesa das praias da Normandia, no norte da França, contra a esperada invasão dos aliados. Foi um conflito único pela violência dos ataques lançados contra a população civil e pelo genocídio realizado pela Alemanha nacional-socialista. Foram empregadas duas armas radicalmente novas: os foguetes de longo alcance e a bomba atômica.

Em 1938, o primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain e os representantes da França e Itália assinaram o Pacto de Munique com o líder alemão Adolf Hitler, por meio do qual cediam os Sudetos (região da Tchecoslováquia de fala alemã) para a Alemanha. Para Chamberlain, o acordo garantia "a paz em nosso tempo", mas tudo que ele conseguiu foi retardar o início da guerra.

Situação depois da Primeira Guerra Mundial

Adolf Hitler (à direita) é tido como um dos dirigentes mais cruéis da história. Depois de eliminar seus possíveis rivais políticos, transformou a Alemanha em uma máquina de guerra moderna. Hitler e Benito Mussolini (à esquerda) se aliaram em 1936. Esta fotografia foi tirada em Munique, em 1937. Depois da I Guerra Mundial foram feitas várias tentativas para estabelecer uma paz duradoura, entre as quais, cabe destacar a constituição da Sociedade das Nações (1920), a Conferência de Washington (1921-1922), o Pacto de Locarno (1925) e o denominado Pacto Briand-Kellog. Entretanto, na década de 1920 proliferaram os movimentos totalitários, nacionalistas e militaristas, conhecidos por seu nome italiano, fascismo. Benito Mussolini estabeleceu na Itália em 1922 a primeira ditadura fascista. Adolf Hitler, o Führer (líder) do Partido Nacional-socialista Alemão, impregnou de racismo o movimento fascista. O Japão também adotou um regime de caráter totalitário. Os tratados firmados entre a Alemanha, a Itália e o Japão em 1936 e 1937 tiveram como resultado a formação do Eixo Roma-Berlim-Tóquio. Hitler iniciou sua campanha expansionista com a Anschluss (anexação) da Áustria em março de 1938. No mês de setembro ameaçou declarar guerra para anexar os Sudetos, a zona ocidental da Tchecoslováquia. Apesar do Pacto de Munique, invadiu a Tchecoslováquia em março de 1939. Por outro lado, a Alemanha assinou um pacto de não-agressão com a Rússia em 23 de agosto de 1939. Os exércitos alemães invadiram a Polônia em 1º de setembro de 1939. Dois dias depois, os britânicos e os franceses declararam guerra à Alemanha.

A situação do Eixo

A invasão da Polônia foi fulminante por conta da blitzkrieg (guerra relâmpago) e em 6 de outubro, a Polônia rendeu-se. Em 30 de novembro, a URSS declarou guerra à Finlândia. Josef Stalin, após a notável resistência finlandesa, pôs fim à luta em 8 de março de 1940 e obrigou a Finlândia a entregar certos territórios em troca de sua independência. Hitler aprovou o plano de invasão da Noruega e da Dinamarca em 2 de abril. A Dinamarca se rendeu imediatamente. Os noruegueses, britânicos e franceses conseguiram resistir na região que se estendia entre Oslo e Trondheim até 3 de maio. Quando os alemães estavam a ponto de render-se na região de Narvik, as derrotas militares sofridas pelos aliados na França obrigaram os britânicos e os franceses a requererem as tropas destacadas nessa região. Em 10 de maio de 1940, a Alemanha invadiu a Bélgica e os Países Baixos, passo preliminar para a invasão da França. O exército holandês se rendeu em 14 de maio. Os britânicos e os franceses se viram obrigados a retroceder até uma praia vizinha a Dunquerque. O rei belga, Leopoldo III, capitulou no dia seguinte. A Itália declarou guerra à França e à Grã-Bretanha em 10 de junho. Em 25 desse mesmo mês, o marechal Henri Philippe Pétain assinou um armistício no qual concordou que a Alemanha controlaria o norte e a faixa atlântica da França. Pétain estabeleceu a capital em Vichy. No verão de 1940, Hitler dominava a Europa do cabo Norte até os Pireneus. Os alemães esperavam vencer os britânicos mediante um bloqueio e recorreram à guerra submarina. Assim mesmo, Hitler tratou de neutralizar a Royal Air Force (Forças Aéreas Reais britânicas ou RAF), o que deu lugar à batalha da Inglaterra. Entretanto, Mussolini havia empreendido um ataque sem êxito sobre o Egito (setembro de 1940) a partir da Líbia. Hitler começou a preparar uma campanha contra a Grécia em novembro. No início de 1941, enviou à Líbia o general Erwin Rommel com o contingente Afrika Korps, para ajudar seus aliados italianos. Hitler incluiu a Romênia e a Hungria na aliança do Eixo em novembro de 1940; a Bulgária se uniu em março de 1941. Quando a Iugoslávia se negou a aderir ao Eixo, Hitler ordenou a invasão desse país. As operações contra a Grécia e a Iugoslávia começaram em 6 de abril. O exército iugoslavo foi derrotado em 14 desse mês e a Grécia rendeu-se no dia 22.

A expansão da guerra

Um ano depois da queda da França, Hitler deslocou o grosso de suas forças para o leste e formou uma coalizão com os países do sudeste da Europa (além da Finlândia) para atacar a URSS. Os Estados Unidos abandonaram sua política de neutralidade estrita depois da aprovação em março de 1941 da Lend-Lease Act (lei de Empréstimos e Arrendamentos) para ajudar os aliados. Em 22 de junho de 1941, a Alemanha invadiu a URSS com três grupos de exércitos denominados Norte, Centro e Sul, que se dirigiram para Leningrado (atualmente São Petersburgo), Moscou e Kíev, respectivamente. O avanço para Moscou foi detido até serem conquistados os outros dois objetivos. Retomado no final de setembro, caiu paralisado em dezembro devido às extremas condições climáticas. Stalin lançou uma forte contra-ofensiva em 6 de dezembro que chegou a deter a ofensiva alemã.

O começo da guerra no Pacífico

O Japão decidiu apoderar-se do petróleo e demais recursos do Sudeste Asiático e suas ilhas, mas sabia que essas ações desencadeariam uma guerra contra os Estados Unidos. Sua maior preocupação era a frota norte-americana do Pacífico, estabelecida em Pearl Harbor (Havaí). Em 7 de dezembro de 1941 as aeronaves japonesas transportadas em porta-aviões bombardearam essa base naval. Os Estados Unidos entraram na guerra contra o Japão em 8 de dezembro e a Alemanha e a Itália declararam guerra aos Estados Unidos três dias depois.


Os camicases ("vento divino", em japonês) eram esquadrões suicidas formados pelas forças aéreas japonesas nos últimos meses da II Guerra Mundial. Estes pilotos voavam em aviões carregados de explosivos e se lançavam contra os navios dos Estados Unidos com a finalidade de deter o seu avanço. Chegaram a afundar 40 navios dessa forma.

A conquista de Iwo Jima foi uma das últimas batalhas travadas na campanha do Pacífico durante a II Guerra Mundial. Nos meses de fevereiro e março de 1945, morreram cerca de 6.000 soldados norte-americanos e 20.000 japoneses na luta pelo controle da ilha. Este combate foi um dos mais difíceis de que participaram os marines (fuzileiros) norte-americanos.

Poucos minutos antes das oito da manhã do domingo, 7 de dezembro de 1941, um grupo de aeronaves japonesas lançou um ataque de surpresa sobre a Frota do Pacífico dos Estados Unidos, atracada em Pearl Harbor (Havaí). Os japoneses tinham como objetivo minar o poderio naval dos Estados Unidos, o que consideravam fundamental para impor uma derrota militar a esse país. Em poucas horas, os japoneses tinham afundado quatro encouraçados e danificado outros quatro, entre eles o Arizona, que aparece na fotografia; além disso, destruíram um grande número de aviões de combate e causaram numerosas baixas e feridos entre os ocupantes da base naval. Por causa deste ataque, o Congresso dos Estados Unidos declarou guerra ao Japão no dia seguinte, atendendo à petição do presidente Franklin Delano Roosevelt. Antes de terminar o mês, as forças japonesas haviam conquistado as possessões britânicas de Hong Kong e as ilhas Gilbert (atualmente Kiribati), e as possessões norte-americanas de Guam e a ilha Wake. Assim mesmo, haviam invadido as possessões britânicas da Birmânia, a península Malaia, Bornéo e a possessão norte-americana das Filipinas. A colônia britânica de Cingapura caiu em fevereiro de 1942; os japoneses ocuparam também as Índias Holandesas e desembarcaram na Nova Guiné em março. Tomaram as ilhas Batan em 9 abril e a resistência filipina da ilha de Corregidor rendeu-se em 6 de maio. Tentaram conquistar Port Moresby, mas foram detidos pela frota norte-americana após a batalha do mar de Coral (7 e 8 de maio). Os Estados Unidos obtiveram uma nova vitória na batalha de Midway (4 de junho), da qual a Armada Japonesa nunca chegou a recuperar-se.

A mudança de rumo da guerra

Franklin D. Roosevelt, Winston Churchill e seus respectivos conselheiros se reuniram em Washington no final de dezembro de 1941 e constituíram o Estado Maior Conjunto (Combined Chief of Staff, CCS), comitê militar britânico e norte-americano. Na frente russa, os alemães retomaram a iniciativa no verão de 1942 nas ofensivas sobre o sul de Leningrado, Kharkov e Criméia. Hitler tentou obrigar o comando soviético a sacrificar o grosso de seu exército para defender as minas de carvão do vale de Donets e os campos de petróleo do Cáucaso. Em menos de quatro semanas os exércitos alemães haviam tomado o vale de Donets e haviam avançado pelo leste até o rio Don. Em 23 de julho, Hitler ordenou avançar até Stalingrado (atualmente Volgogrado) e que outros dois exércitos se deslocassem até o sul para invadir os campos petrolíferos de Maikop, Groznyi e Baku. A URSS atravessou a situação mais difícil da guerra no final de julho de 1942. Stalin chamou suas tropas para uma guerra patriótica pela Rússia. Os japoneses haviam ocupado a ilha de Guadalcanal e se dirigiam para Port Moresby. A infantaria da Marinha dos Estados Unidos desembarcou na ilha em 7 de agosto de 1942 e, finalmente, comunicaram em 9 de fevereiro de 1943 sua conquista. A situação começou a mudar na África do Norte em 31 de agosto de 1942, quando Erwin Rommel atacou a linha britânica situada ao oeste de El-Alamein. O novo comandante britânico, Bernard Law Montgomery, lançou uma ofensiva em 23 de outubro e forçou a retirada de Rommel para Tunis; este lançou um ataque contra as tropas norte-americanas em 14 de fevereiro de 1943, mas foi seu último êxito. As forças alemãs e italianas caíram afastadas de suas bases de Bizerta e Tunis e finalmente se renderam em 13 de maio. Entretanto, na frente oriental os alemães haviam avançado 1.100 km em direção a Leningrado e ao Cáucaso. Hitler teve que recorrer às tropas colocadas a sua disposição por seus aliados. Em 19 de novembro, as forças blindadas soviéticas atacaram os romenos ao oeste e ao sul de Stalingrado. Três dias depois, cercaram o VI Exército, que se rendeu em 31 de janeiro de 1943. Os alemães tiveram que retroceder aproximadamente até a linha da qual partiram na ofensiva do verão de 1942. De 14 a 24 de janeiro de 1943, Roosevelt, Churchill e os membros de seus respectivos Estados Maiores se reuniram na Casa Branca para desenhar sua estratégia. Decidiram concentrar-se nos territórios que podiam conseguir no Mediterrâneo: Sicília e Itália. Também concordaram em iniciar uma ofensiva aérea sobre a Alemanha. Na frente oriental, Hitler deixou uma grande bolsa ao redor da cidade de Kursk. Iniciou a luta em 5 de julho atacando pelo norte e pelo sul através do extremo oriental da bolsa. Zhúkov e Vasilievski reforçaram as tropas nas proximidades da cidade e até 12 de julho ocorreu a maior batalha de carros de combate da guerra. Hitler cancelou a operação, pois os norte-americanos e britânicos haviam chegado à Sicília e era preciso transferir divisões para essa região. Em 10 de julho os aliados haviam desembarcado na Sicília. Mussolini foi expulso do poder em 25 de julho e o governo italiano iniciou negociações que concluíram com um armistício assinado em segredo em 3 de setembro. A rendição dos italianos não representou grandes vantagens militares para os aliados; no final de 1943, os alemães o contiveram na Linha Gustav, cerca de 100 km ao sul de Roma. Com respeito à guerra no Pacífico, as principais ações tiveram lugar no sudoeste. O ataque na zona central do Pacífico começou posteriormente. Os primeiros desembarques tiveram lugar em Makin (ilhas Gilbert) e Tarawa em novembro de 1943.

O Brasil na segunda guerra mundial

A guerra transformara-se numa guerra total. Dispostos a interceptar remessas de alimentos e matérias-primas para a Inglaterra e os Estados Unidos, os nazistas, sem nenhuma declaração formal de guerra, empreenderam uma campanha submarina no Atlântico, na qual atacaram, de 15 a 17 de agosto de 1942, cinco navios brasileiros (Baependi, Itajiba, Araraquara, Aníbal Benévolo e Araras). Este ataque obrigou o governo brasileiro a abandonar a neutralidade que vinha mantendo. Durante a II Reunião de Consulta dos Chanceleres Americanos, realizada no Rio de Janeiro, em janeiro de 1942, foi anunciado o rompimento das relações diplomáticas e comerciais do Brasil com a Alemanha, a Itália e o Japão. No dia 22 de agosto Getúlio Vargas reuniu o ministério para a declaração de guerra à Alemanha e à Itália. Foi iniciada a mobilização geral e foram tomadas providências para o aumento da produção agrícola e da indústria extrativa de matérias primas estratégicas. A contribuição militar inicial não se limitou ao fornecimento das bases aéreas e navais do Nordeste, que possibilitaram a invasão da África do Norte. A Marinha Brasileira fez a cobertura das rotas mercantes do Atlântico Sul, protegendo os navios que levavam materiais estratégicos. Em meados de 1944, sob o comando do general Mascarenhas de Morais, partiu para a Itália a Força Expedicionária Brasileira (FEB). O primeiro escalão da FEB, sob o comando do general Zenóbio da Costa, desembarcou em Nápoles, em 16 de julho de 1944, onde foi incorporado ao 5º Exército Americano. Dirigiu-se para o norte, onde se desenvolveria a ofensiva aliada entre os rios Arno e Pó. Os expedicionários lutaram ao lado das forças aliadas nas batalhas de Camaiore, Monte Castelo, Castelnuovo, Montese e Fornovo. Durante o conflito a Marinha Brasileira acompanhou, prestando cobertura, mais de 3 mil navios mercantes. As cinzas dos 451 oficiais e praças mortos no conflito, entre eles oito pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) foram transladados do cemitério de Pistóia, na Itália, para o Brasil, em 5 de outubro de 1960, e hoje repousam no monumento aos mortos da II Guerra Mundial, no Rio de Janeiro.

A vitória dos aliados

Depois da batalha de Kursk, ocorrida em 5 de julho de 1943, Hitler permitiu ao grupo de exércitos do sul retirar-se até o rio Dniéper em 15 de setembro. As tropas alemães tiveram que lutar contra cinco cabeças de ponte soviéticas. Os exércitos russos lutaram enfurecidamente para impedir que o inimigo se tornasse forte nessa zona. Expandiram as cabeças de ponte, cercaram o Exército alemão na Criméia durante o mês de outubro, tomaram Kíev em 6 de novembro e continuaram a ofensiva sem interrupções. No fim de novembro teve lugar a Conferência de Teerã, na qual Roosevelt e Churchill tiveram seu primeiro encontro com Stalin. O presidente norte-americano e o primeiro-ministro britânico já haviam aprovado um plano — seu nome em código era Overlord (Chefe Supremo) — para lançar uma ofensiva pelo oeste, que tinha como finalidade o desembarque da Normandia (6 de julho de 1944). A operação Overlord ia satisfazer finalmente a demanda de uma segunda frente, que já vinha sendo reclamada com insistência pelos soviéticos. Estes lançaram uma ofensiva em janeiro de 1944 que levantou o cerco de Leningrado e obrigou ao grupo de exércitos do norte a retroceder. As principais ações contra a Alemanha no outono de 1944 foram os combates aéreos. Hitler respondeu a essas agressões atacando a Grã-Bretanha. A diminuição das frentes no leste e no oeste e a interrupção da luta terrestre no final do ano proporcionaram a Hitler uma nova oportunidade para criar uma reserva de 25 divisões. Decidiu utilizá-las em uma ofensiva contra os britânicos e os norte-americanas. A ofensiva alemã — denominada Campanha das Ardenas — começou em 16 de dezembro. O esforço dos alemães fracassou quando as condições atmosféricas permitiram aos aliados empregar sua superioridade aérea. O avanço sobre a Alemanha não retornou até fevereiro. No transcurso da Conferência de Ialta, em fevereiro de 1945, Stalin aceitou declarar guerra ao Japão em um prazo de três meses, a partir da rendição da Alemanha e em troca de certas concessões territoriais no Extremo Oriente. Também se decidiu que a estratégia contra a Alemanha consistiria em lançar um ataque a partir do norte até Berlim, dirigido por Montgomery, apesar dos exércitos dos Estados Unidos também participarem da ação. O I e o IX Exército norte-americano cercaram o coração industrial da Alemanha, o Ruhr, em 1º de abril. O II Exército britânico cruzou o Weser, que se encontrava a meio caminho entre o Rin e o Elba, em 5 de abril. O IX Exército alcançou o Elba na altura de Magdeburgo em 11 de abril, com o qual somente lhes separavam 120 km de Berlim. Entretanto, os exércitos soviéticos se reorganizaram de forma imediata para lançar uma ofensiva sobre Berlim na primeira semana de abril. A última esperança de Hitler, alentada pelo falecimento de Roosevelt em 12 de abril, era que surgisse um possível conflito entre as potências ocidentais e a URSS. O avanço soviético para Berlim começou em 16 de abril. O VII Exército norte-americano tomou Nuremberg em 20 de abril. Quatro dias depois os soviéticos fizeram o cerco sobre Berlim. O V Exército soviético e o I Exército norte-americano estabeleceram contato na cidade de Torgau, situada em Elba (ao nordeste de Leipzig), e a Alemanha caiu dividida em duas partes. Hitler se suicidou em seu bunker de Berlim em 30 de abril de 1945. Havia nomeado o almirante Karl Doenitz como seu sucessor na posição de chefe do Estado e esse decidiu render-se. Seu representante, o general Alfred Jodl, assinou a rendição incondicional de todas as Forças Armadas alemãs no quartel-general de Eisenhower, estabelecido em Reims, em 7 de maio. As tropas alemães da Itália já haviam se rendido (em 2 de maio), assim como as dos Países Baixos e as do norte da Alemanha e da Dinamarca (4 de maio). Os governos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha declararam em 8 de maio o Dia da Vitória na Europa. A rendição incondicional completa entrou em vigor um minuto depois da meia-noite, uma vez firmado em Berlim um segundo documento que também foi assinado pela URSS. O final da guerra no Pacífico não se avistava, apesar da situação do Japão ser desesperadora. O assalto de uma pequena ilhota árida — a batalha de Iwo Jima — custou a vida de mais de 6.000 soldados da infantaria da Marinha norte-americana, antes de transformar-se em uma base segura em 16 de março. Ao longo de todo o conflito, os governos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha haviam realizado um grande projeto científico e industrial para o desenvolvimento de armas nucleares. O presidente Harry S. Truman permitiu que fossem lançadas duas bombas atômicas: a primeira sobre Hiroshima e a segunda sobre Nagasaki. A URSS declarou guerra ao Japão em 8 de agosto e invadiu Dongbei Pingyuan ou Manchúria no dia seguinte. O Japão anunciou sua rendição em 14 de agosto. A assinatura oficial se realizou na baía de Tóquio a bordo do encouraçado Missouri em 2 de setembro. O custo humano — sem incluir os mais de 5 milhões de judeus assassinados no Holocausto, que foram vítimas indiretas da contenda — é estimado em 55 milhões de mortos, 25 milhões de militares e 30 milhões de civis.



Guerra Fria - História da Guerra Fria

Introdução

Confronto ideológico entre os Estados Unidos e a União Soviética. Não houve um conflito militar direto entre as duas superpotências, mas ocorreram intensas lutas econômicas e diplomáticas.

Antecedentes

Os Estados Unidos intervieram nos conflitos internos russos e até 1933 não reconheceram o Estado soviético. Embora aliados contra a Alemanha nazista, a aliança se desfez após a vitória sobre a própria Alemanha, por causa de insuperáveis diferenças ideológicas. Os diferentes interesses pós-1945 levaram a suspeitas e hostilidades mútuas em meio a uma rivalidade crescente fundamentada na ideologia. Alguns historiadores, invocando a geopolítica e outras razões, argumentam que as relações entre os poderes durante a Guerra Fria não eram piores do que as existentes em outras épocas. Entretanto, a natureza ideológica da luta e a ameaça de um holocausto nuclear colaboraram para esconder as tensões políticas que ressurgiram em várias partes do mundo, uma vez que a antiga forma de organização e relacionamento entre os países havia sido modificada. Paradoxalmente, a Guerra Fria assegurou a paz militar na Europa durante quase 50 anos.

Manobras e Contramanobras

Em 1948, Truman lançou o Plano Marshall para a reconstrução da Europa Central e Ocidental, propondo a criação de uma aliança militar que seria a chamada Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). No ano seguinte, os soviéticos conseguiram a bomba atômica e nas lutas civis chinesas foram vencedores os comunistas que se aliaram a Stalin. Na Guerra da Coréia (1950-1953), enfrentaram-se o regime comunista do Norte e o pró-ocidental do Sul. As tensões da Guerra Fria foram reativadas no final da década de 1950, quando ambos os lados começaram a desenvolver projetos para a construção de mísseis balísticos intercontinentais. A União Soviética tentou proteger a Alemanha Oriental comunista de uma fuga da população para o Ocidente ao construir o Muro de Berlim em 1961. Cada superpotência também tentava influenciar as nações emergentes da Ásia, da África, do Oriente Médio e da América Latina. Em 1962, surgiu uma grave crise quando a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) instalou mísseis em Cuba e o presidente John Fitzgerald Kennedy ameaçou com represálias nucleares. Os soviéticos retiraram os mísseis em troca da promessa de Kennedy de não invadir Cuba. Ambos os lados tornaram-se mais moderados devido à crise dos mísseis de Cuba, demonstrando a relutância mútua em travar uma guerra nuclear. De alguma maneira, a rígida polarização anterior foi arrefecida. Os soviéticos se enfraqueceram devido à cisão entre a China e Moscou, aos acontecimentos em Praga na primavera de 1968 e às manifestações opositoras em outros países da Europa Oriental. Enquanto isso, os Estados Unidos estavam lutando no Vietnã, uma ação militar que custou a vida de 57 mil soldados norte-americanos e 2 milhões de vietnamitas. Por volta de 1973, as duas superpotências chegaram a um acordo sobre uma política de distensão na tentativa de deter a corrida armamentista. Foi o acordo Salt de limitação de armas estratégicas.

Fim da Guerra Fria

Em 1985, Mikhail Gorbatchov e Ronald Reagan, que no começo da década haviam iniciado um novo plano de desenvolvimento armamentístico, decidiram reduzir sua presença na Europa. A reunificação alemã e o esfacelamento da URSS colaboraram para o fim da Guerra Fria. George Bush declarou a necessidade de "uma nova ordem mundial". Em maio de 1997 foi assinado um acordo histórico entre a Rússia, representada pelo presidente Boris Yeltsin, e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), sendo seu secretário-geral Javier Solana. O acordo estendeu a atuação da Otan aos países do antigo bloco soviético e foi reconhecido pela sua Ata de fundação no que diz respeito às relações mútuas e de cooperação entre a Otan e a Rússia. As duas partes deixavam de considerarem-se adversárias, razão pela qual numerosos analistas têm considerado o fato o fim definitivo da Guerra Fria.

Guerra da Coréia


A guerra da Coréia se iniciou em 25 de junho de 1950 e terminou em 27 de julho de 1953. Os Estados Unidos e a União Soviética eram ex-aliadas e a guerra da Coréia aconteceu devido o conflito entre eles. A Coréia é dividida pelo paralelo 38 que é usada para demarcar os territórios dos dois exércitos. A Coréia do norte era comunista liderada pela União Soviética e a Coréia do sul era capitalista liderada pelos Estados Unidos. Em 03 de julho de 1950, depois de várias tentativas para derrubar o governo do sul, a Coréia do norte ataca de surpresa a capital. O governo do sul por sua vez enviam tropas comandadas pelo general Douglas McArthur para que a Coréia do sul retire os invasores do seu território. Em setembro o governo do sul começa a atacar o exército norte-coreano a fim de conquistar a costa oeste ocupada por eles. Os norte-coreanos foram vencidos e três meses após o conflito Seul, capital da Coréia do Sul foi desocupada. Em outubro, as forças internacionais violam o paralelo 38 e atacam a Coréia do norte. A capital norte-coreana é invadida pelo exército sul-coreano e pelas tropas americanas aproximando-se da China. A China por sua vez, temerosa por uma invasão mandou tropas para ajudar a Coréia do norte. O general Douglas McArthur insistiu em uma invasão à China e por isso foi substituído pelo general Ridway em abril de 1951. Em 23 de junho de 1953 iniciou-se o processo de negociações pela paz que durou dois anos. As negociações resultaram num acordo assinado em Panmujon em 27 de julho de 1953. Foi então que o conflito terminou, mas o tratado de paz até hoje não foi assinado e a Coréia continua dividida em norte e sul. Foram cerca de três milhões e meio de mortos na guerra da Coréia e outros milhares presos amontoados em campos de concentração.

Guerra do Vietnã (1959-1975) - História da Guerra do Vietnã

Conhecedores da geografia local, os guerrilheiros vietcongues se deslocavam através dos rios para preparar emboscadas para o inimigo.
De natureza ideológica, foi o mais polêmico e violento conflito armado da segunda metade do século XX. Situado no Vietnã, contou com a determinação das guerrilhas comunistas do Vietnã do Sul (os chamados vietcongues), com o apoio do governo do Vietnã do Norte, para derrotar o governo do Vietnã do Sul. O conflito afetou o Laos, onde o Pather Lao (comunista) derrubou o regime monárquico em 1975, e o Camboja, cujo governo rendeu-se, no mesmo ano, ao grupo comunista do Khmer Vermelho. Nascido da luta do povo vietnamita pela libertação do jugo colonial francês, a chamada guerra da Indochina, o conflito tornou-se, no período de maior intensidade de participação americana, elemento essencial da Guerra Fria. Os Estados Unidos, que tinham apoiado a França na Indochina, acreditavam que a queda do Vietnã do Sul acarretaria a de outros países do Sudeste Asiático. Foi durante a Guerra do Vietnã que se destacou o grupo comunista Viet Minh, fundado pelo líder revolucionário Ho Chi Minh, que, em sua luta pela libertação, contou com apoio político nos dois países, o do Norte, comunista, e o do Sul, pró-ocidental. Os comunistas proclamaram seu propósito de reunificar o país. John Fitzgerald Kennedy, então presidente dos Estados Unidos, comprometeu-se a ajudar o Vietnã do Sul a manter sua independência. O conflito intensificou-se em 1964, quando dois destróieres dos Estados Unidos foram atacados por lanchas norte-vietnamitas, em águas internacionais do golfo de Tonquim. O presidente Lindon B. Johnson ordenou bombardeios de represália sobre o Vietnã do Norte. A guerra continuou e as perdas humanas geraram um sentimento de repulsa na população norte-americana, que exigia o fim da guerra. Durante a campanha de 1967-1968, o general norte-vietnamita Vo Nguyen Giap iniciou a denominada ofensiva do Tet, de devastador efeito psicológico. Em 1969, o novo presidente, Richard Nixon, anunciou a progressiva retirada das tropas norte-americanas e, em 23 de janeiro de 1973, conseguiu um acordo para o cessar-fogo. Em dezembro de 1974, o Vietcong lançou uma grande ofensiva e, em 30 de abril de 1975, as tropas revolucionárias ocuparam Saigon. O Sul rendeu-se incondicionalmente. Cerca de 2 milhões de vietnamitas e 57 mil norte-americanos morreram no conflito.